Assédio no trabalho: 1 a cada 6 mulheres pede demissão após abuso

Infelizmente, o ambiente de trabalho, muitas vezes, não é um lugar seguro e acolhedor para mulheres. Pesquisa, realizada pela consultoria de inovação social Think Eva junto com o LinkedIn, discute como o assédio sexual no trabalho causa enormes danos às mulheres, e também muitos prejuízos ao mercado de trabalho, em geral, que perde talento e diversidade.

Segundo o levantamento, quase metade das brasileiras (47%) afirmam ter sido vítimas de assédio sexual em algum momento no ambiente profissional. A maioria das vítimas são mulheres negras (52%) e aquelas que recebem entre dois e seis salários mínimos (49%). 

Para deixar bem claro! #TrabalhoSemAssédioThink Eva/Reprodução

Assim como o número de casos de assédio, o silêncio em torno dele é enorme. Apenas 15% das mulheres que presenciaram uma situação de violência afirmaram ter auxiliado diretamente a vítima. Ainda, 10% não fizeram nada e apenas 4,3% disse ter avisado o departamento de Recursos Humanos.

A maioria delas (78,4%) acreditam que nada de fato acontecerá se denunciarem o crime dentro empresa. Outras grandes barreiras para um mulher denunciar o assédio é o medo de ser exposta (64%) ou as outras pessoas não acreditarem (60%). 

O resultado disso tudo? O agressor sai impune e a vítima sofre com as consequências, como conclui a pesquisa. Prova disso é que uma em cada seis mulheres que foram abusadas no trabalho pede demissão. Além dos impactos psicológicos: 35% delas contam viver em constante medo e dificuldade, 32% tem desânimo e cansaço e 28% apresentam sintomas de ansiedade e/ou depressão.

E como as empresas podem quebrar o ciclo do assédio sexual no trabalho?

Diante da cultura do assédio, na qual vítimas são culpabilizadas e silenciadas, e têm seus potenciais limitados, as empresas precisam assumir sua responsabilidade de criar estratégias e repensar sua cultura organizacional para mudar esse cenário. A pesquisa perguntou às próprias mulheres o que elas e as corporações devem fazer para quebrar este ciclo danoso no ambiente de trabalho e as sugestões foram:

  • Adotem um posicionamento oficial e público
  • Desenvolvam ações preventivas
  • Criem uma ouvidoria especializada para acolhimento das vítimas
  • Façam um monitoramento constante para avaliação das políticas e práticas
  • Adotem um processo de denúncia seguro e transparente
  • Elaborem um protocolo de encaminhamento dos casos com a punição do agressor

* O índice de confiança da pesquisa é de 99% e a margem de erro é de 7%.

 

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Assédio no trabalho: 1 a cada 6 mulheres pede demissão após abuso publicado primeiro em https://guiadoestudante.abril.com.br

Autor: andreialisboarosa

Eu sou a Andreia Lisboa, trabalhei durante muito tempo como redatora de textos para revistas e revisão de textos para jornais. Estou intensamente ligada ao Marketing Digital e sua atuação no meio online. Sou blogueira a algum tempo e aprendi que as pessoas buscam por conteúdo de qualidade, por isso minha especialidade no Marketing Digital é escrever conteúdos qualificados, otimizados em SEO e que possam ajudar as pessoas. Meu objetivo é compartilhar com você experiências que possam te ajudar a ter sucesso trabalhando a partir de casa. Sim, o Home Office é a profissão do futuro. Além disso, gosto bastante de viajar e conhecer novos países e entender mais sobre suas culturas.

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